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Menino que passou por transplante de pele consegue casa para morar


Com alta médica concedida desde o dia 13 de setembro, o menino Jeferson Borges, de 13 anos, que foi submetido ao primeiro transplante de pele da Bahia, já tem uma residência para morar e pode planejar saída de unidade hospitalar. De acordo com Adriana Borges, mãe do garoto, uma moradora do bairro de Pernambués, em Salvador, ofereceu residência para que ele se recupere do procedimento cirúrgico sem risco de infecções, o que não era possível na casa antiga. "Ele se ofereceu desde que viu as reportagens sobre o caso", disse, contente.



Para os médicos do Hospital das Clínicas, onde foi realizada a cirurgia no dia 25 de agosto, a casa onde o garoto morava com a família, na cidade de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), não oferecia condições de recuperação para o menino, principalmente por causa da exposição à poeira. "Já fui na casa em Pernambués. Ela mora no andar de cima da casa que nos ofereceu. Agora, estamos começando a montar a casa com a ajuda de algumas pessoas", declarou Adriana Borges.    

Por causa de uma pequena febre, a mãe do garoto disse que os médicos estão esperando o estado normalizar para conceder uma nova alta. "Ele está muito feliz. Ele até chorou quando soube. Ele não queria mais voltar para Candeias depois do que aconteceu", relatou a mãe. Por causa da mudança, Adriana Borges disse que a vida vai mudar completamente. "Ainda não conhecemos muito bem as coisas por aqui. Meu marido é aposentado e eu estou me dedicando só para o meu filho. Apesar de tudo, Deus está nos dando força", desabafou.

De acordo com Hospital das Clínicas, o garoto ainda é submetido a curativos no lugar onde foi realizado o transplante, mas ressalta que o procedimento é feito sem a ajuda de anestesia. Na terça-feira (23), o adolescente completou 13 anos e a equipe de enfermagem preparou bolo de aniversário com salgados em comemoração. "Agora com a casa, só temos a agradecer", afirmou a mãe.


Caso

Jeferson Borges passou por um transplante de pele no dia 25 de agosto, no Hospital das Clínicas, o primeiro realizado na Bahia.

O garoto ficou internado por 11 meses no Hospital Geral do Estado (HGE), também na capital baiana, após sofrer queimaduras na parte superior do corpo e perder o braço esquerdo.

O garoto relatou que, ao carregar barras de metal no ombro, acabou encostando em um fio e recebeu a descarga elétrica que causou as queimaduras. Segundo a mãe de Jeferson, ele sofreu as queimaduras quando passava férias com o pai na cidade de Coité, a cerca de 235 quilômetros de Salvador.

Valber Menezes, coordenador do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas, explicou que a pele utilizada para o transplante pode ser de qualquer pessoa. Além disso, a pele utilizada no transplante é retirada do doador, assim como é retirado os outros órgãos de pessoas que morrem.

Ainda segundo Menezes, as células de peles utilizadas no transplante são removidas como um curativo biológico para que o paciente não apresente reação. Com isso, ela fica inerte e pode ser colocada em outra pessoa.

Após este procedimento, a pele é integrada à área do corpo queimada ou ferida, como um curativo. Depois de algum tempo, o paciente pode perder um pouco da pele, mas em áreas menores, onde futuramente poderá receber um enxerto.



De acordo Valber Menezes, a Sesab fez uma parceria com o banco de pele de Porto Alegre, após o Hospital das Clínicas se cadastrar como transplantadores. "Já temos configurado para até o final do próximo ano uma estruturação de banco de pele e osso", diz. Segundo informações da Secretaria de Saúde, há um projeto para o banco de pele e osso, mas ainda não há data definida para implementação.

FONTE G1: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2014/10/menino-que-passou-por-transplante-de-pele-conseguiu-casa-para-morar.html

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